25 de Julho, familiares de reclusos em frente à Assembleia da República, a protestar pelo direito de igualdade à aministia – amnistia para todos! PTREVOLUTIONTV #naoestamostodesfaltamespreses #aprisãoéumapandemia #AltPt #PTrevolutionTV #Indymedia.
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Artists face forced Eviction of STOP in Porto, the largest DIY Studio complex in Europe
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Artists face forced Eviction of STOP in Porto, the largest DIY Studio complex in Europe
For over 10 days, 500 musicians in Porto have been evicted from their workspace, with over 100 rehearsal rooms closed down in the STOP Shopping Center, located in the city center, in what has been called the largest DIY Studio complex in Europe
Outraged, they called for a demonstration attended by thousands of people, artists, and cultural agents in Porto and Lisbon, recognizing the importance of this community for Portuguese culture.
The peak season for concerts is during the summer, and most of these professionals need their workspace to prepare, store their materials, etc.
The mayor of Porto, who is also the city’s cultural councilor, fails to understand the disruption it is causing in the lives of hundreds of workers and their families, as well as in the cultural activity of the community as a whole.
Porto has undergone significant changes in recent years under its political management, losing its identity and losing thousands of inhabitants due to the housing crisis. Furthermore, its administration is being investigated for real estate speculation activities and favoring economic interests.
Now, the countless number of creators and technicians who have passed through the STOP Shopping Center in the last decades join forces with these 500 musicians, and in unison with their neighborhood and city, they will not allow themselves to be turned into new victims of ambition and profit.
7000+ people marched in defense of culture as STOP, a collective working space in Porto, serving 500 artists, was evicted on the 18th of July.
Official news media (and police) reported 1.5 thousand people, but the organization believes we were somewhere between 5 to 7 thousand people on the street.
The chaos erupted earlier this week, when a police opperation reminiscent of the ones for the “war on drugs”, a much larger and deadly matter, with 200+ “opperations” in the last months, with heavily armed gendarme, represses the neighbouhoods of the city.
Audio: Report from the night of the protest, where tensions were high with police. I was clearly very excited so take this as a #sci-fi novel! 🙂
At 22:30, the police wanted to re-open the street. Clearly, people were in the street, so the police sent 8 motorcicles and then a city “trash cleaner” truck came. The people were calm, but said clearly that in a way, they didnt like it. Reminiscent of struggles of the city, were people chanted “O Porto é nosso” , “A cidade é nossa” The city is ours, and will be until we die.
This forced eviction “despejo”, of Centro Comercial Stop, has sent shockwaves across the region. due to media coverage, the city hall is backing up, while experimenting new forms of social control.
Meanwhile, the city is in a war like state.
People writing: “The City is Ours on the walls”
About a few papers on fire at the police headquarters:
(this part is more emotional than trustable, but it was fun!)
As to anything that may be reported as fire, there was no fire, the firefighters went to an air-conditioner and applied a red can of firestopper for 7 seconds. then the hole comitive left. the police seemed “not aware” of the situation at all.
Very important to note that no apparent motive has been given as to why any of these public “agencies” have behaved like this…
The firefigters were put by politians on high alert, on a meeting that happened precisely during the protest, because of STOP’s “fire risk”. but in the end, they went at midnight in a huge and first reponse opperation, to the police station instead…
The police station ( which had a small fire going in their balcony, a couple papers were apparently thrown) but the motive for such a large intervention is that the city hall, in trying to deviate our capacity to see that they are in fact, doing these actions, like selling the whole neighbourhood, in a “constest” of “ideas” and accepting a poor idea, out of only three(!)?(!) put the firefighters on extremely high alert, on that same day. Because for years they say that STOP is prone to fire, and they want to “avoid a catastrophe”.
So it was really fun when three huge fire trucks and several ambulances were coming to raid the police station!
As to why it is happening, it’s being called speculation, traffic in nfluence, and lots of money. artists are the tip of the iceberg, in what may well become a huge scandall in the city.
The plans are public, they want to sell the neighbourhood for €45M+, an architecture project has been approved. Now they axpected the artists to just accept being kicked out, but the fight has just started.
Already a series of scandals has been erupting, with the president of one of the artists association being called out for selling the artists to power. Its all part of a larger scheme to make the huge multimillion euro project happen, and kick out the punks
PT
Artistas enfrentam despejo forçado do STOP no Porto, o maior complexo de Estúdios Musicais na Europa
Há mais de 10 dias que 500 músicos no Porto foram despejados do seu espaço de trabalho (mais de 100 salas de ensaio no Centro Comercial STOP, no centro da cidade), que tem sido chamado o maior complexo DIY de Estúdios na Europa.
Indignados, convocaram uma manifestação na qual compareceram milhares de pessoas, artistas e agentes culturais, no Porto e em Lisboa, reconhecendo a importância desta comunidade para a cultura em Portugal.
A época alta dos concertos é no verão, e a maioria destes profissionais precisa do seu espaço de trabalho para se preparar, guardar os seus materiais, etc. O autarca do Porto, que também é o vereador da cultura da cidade, não compreende a disrupção que está a causar na vida de centenas de trabalhadores e das suas famílias, mas também, na actividade cultural da comunidade em geral.
O Porto sofreu bastantes alterações nos anos recentes da sua gestão política, sendo descaracterizado perdendo milhares de habitantes devido à crise habitacional. Além disso, o seu executivo é investigado por actividades de especulação imobiliária e favorecimento de interesses económicos.
Agora, o número incontável de criadores e técnicos que passaram pelo Centro Comercial STOP nas últimas décadas unem esforços com estes 500 músicos e, em uníssono com a sua vizinhança e cidade, não irão permitir ser convertidos em novas vítimas da ambição e do lucro.
Mais de 7000 pessoas marcharam hoje em defesa da cultura quando o STOP, um espaço de trabalho coletivo no Porto, que serve 500 artistas, foi despejado no dia 18 de julho. Os meios de comunicação oficiais (e a polícia) referiram 1,5 mil pessoas, mas a organização acredita que estivemos entre 5 a 7 mil pessoas na rua. Áudio: Reportagem do dia do despejo. O caos rebentou no início desta semana, quando uma operação policial que faz lembrar as da “guerra contra a droga”, muito mais vasta e mortífera, com mais de 200 “operações” nos últimos meses, com gendarmaria fortemente armada, reprime os bairros da cidade. Áudio: Reportagem da noite do protesto, em que as tensões com a polícia eram grandes. Eu estava claramente muito entusiasmado, por isso tomem isto como um romance de ficção científica! 🙂 Às 22:30, a polícia queria reabrir a rua. As pessoas estavam claramente na rua, por isso a polícia enviou 8 motos e depois veio um camião de limpeza de lixo. As pessoas estavam calmas, mas disseram claramente que, de certa forma, não estavam a gostar. A cidade é nossa”, “O Porto é nosso”, “A cidade é nossa”. Este despejo forçado, do Centro Comercial Stop, provocou ondas de choque em toda a região. Devido à cobertura mediática, a Câmara Municipal está a recuar, enquanto experimenta novas formas de controlo social. Entretanto, a cidade está num estado de guerra. As pessoas escrevem: “A cidade é nossa nos muros”. Sobre alguns papéis em chamas na sede da polícia: (esta parte é mais emocional do que fiável, mas foi divertido!) Quanto a tudo o que possa ser relatado como fogo, não houve fogo, os bombeiros foram a um ar condicionado e aplicaram uma lata vermelha de corta-fogo durante 7 segundos. depois o comitivo do buraco foi-se embora. a polícia parecia “não estar a par” da situação. É muito importante notar que não foi apresentado nenhum motivo aparente para que qualquer um destes “organismos” públicos se tenha comportado desta forma… Os bombeiros foram colocados em alerta máximo pelos políticos, numa reunião que ocorreu precisamente durante o protesto, devido ao “risco de incêndio” do STOP, mas acabaram por se dirigir, à meia-noite, numa enorme operação de primeira resposta, para a esquadra da polícia… A esquadra da polícia (que tinha um pequeno incêndio na varanda, aparentemente foram atirados alguns papéis) mas o motivo de uma intervenção tão grande é que a Câmara Municipal, ao tentar desviar a nossa capacidade de ver que estão de facto a fazer estas acções, como vender todo o bairro, num “concurso” de “ideias” e aceitar uma má ideia, de entre apenas três(!)?(!) colocou os bombeiros em alerta máximo, nesse mesmo dia. Porque há anos que dizem que o STOP é propenso a incêndios e querem “evitar uma catástrofe”. Por isso, foi muito divertido quando três enormes camiões dos bombeiros e várias ambulâncias vieram invadir a esquadra! Quanto à razão pela qual isto está a acontecer, chama-se especulação, influência do tráfego e muito dinheiro. Os artistas são a ponta do iceberg, no que pode muito bem tornar-se um enorme escândalo na cidade. Os planos são públicos, querem vender o bairro por mais de 45 milhões de euros, foi aprovado um projeto de arquitetura. Esperavam que os artistas aceitassem ser expulsos, mas a luta ainda agora começou. Já se registou uma série de escândalos, com o presidente de uma das associações de artistas a ser acusado de vender os artistas ao poder. Tudo faz parte de um esquema maior para concretizar o enorme projeto de milhões de euros e expulsar os punks.
Onde está o jovem de 17 anos? EXIGIMOS A VERDADE! EXIGIMOS JUSTIÇA!
Vários rumores e lastros de relatos de reclusos/as, amigos/as e familiares nas redes sociais levam-nos a temer o pior. Onde está o jovem de 17 anos que estava preso em Custóias e foi internado em morte cerebral no hospital Pedro Hispano no Porto?
No sábado dia 22 de Julho num dos grupos de familiares e amigos de reclusos foi postado anonimamente a seguinte mensagem:
Após esta mensagem começaram a circular outras com a foto do rapaz denunciando a sua morte às mãos de guardas prisionais no EP de Custóias.
No dia 23 de Julho o Correio da Manhã faz a seguinte notícia: https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/sindicato-dos-guardas-prisionais-nega-agressoes-a-recluso-na-cadeia-de-custoias Esta notícia de facto confirma que um rapaz de 17 anos recluso no EP de Custóias estava internado no hospital Pedro Hispano no Porto em morte cerebral. E ainda, dá voz ao sindicato de guardas prisionais que confirma efetivamente o internamento e estado grave de saúde de um rapaz de 17 anos, mas alegou que terá sido tentativa de suicídio retirando quaisquer responsabilidades e possíveis agressões por parte de guardas ameaçando processar as pessoas que partilharam mensagens a denunciar o espancamento e morte de um jovem de 17 anos.
As mensagens e posts nas redes sociais desapareceram mesmo as partilhadas em anónimo foram apagadas.
O que aconteceu ao jovem de 17 anos que estava em morte cerebral no hospital Pedro Hispano?
Em Portugal a lei penal há mais de 100 anos que é muito clara quanto exige e obriga o sistema de justiça a não encarcerar menores nas prisões. No entanto, até ao presente é prática comum o encarceramento de adolescentes e jovens entre os 16 e os 21 anos em prisões. Segundo os dados da DGRSP no ano de 2022 estavam 50 rapazes e 2 raparigas com idades entre os 16-18 anos e 107 rapazes e 11 raparigas com idades entre os 19-20 anos, o que ao todo perfaz um número de 170 adolescentes e jovens sujeitos à tortura e violência carcerárias. A maioria destes/as jovens como mais de metade das pessoas presas tiveram percursos anteriores por instituições do estado, e ainda muitos/as ou não têm famílias, ou as famílias são pobres e racializadas ou também estão enredadas no sistema prisional, por isso, estes/as adolescentes e jovens são ainda mais vulneráveis e alvos fáceis do sistema de (in)justiça e da violência e tortura nas prisões que pode culminar na morte. Exigimos que estes/as adolescentes e jovens sejam libertados das prisões.
Em 2021 os jovens Danijoy Santos e Daniel Rodrigues morreram no EP de Lisboa. Em Janeiro de 2022 morreu Miguel Cesteiro no EP de Alcoentre. Estas famílias continuam a lutar por Verdade e Justiça sobre as mortes dos seus familiares (https://www.facebook.com/profile.php?id=100075641419249) e de todas as vítimas mortais às mãos do estado nas prisões.
A maioria das famílias destas vítimas mortais, sob a tutela do estado nas prisões, querem justiça, mas têm medo porque sofrem ameaças e represálias sobretudo aquelas que estão também encarceradas nas prisões. Além do medo e ameaças as famílias não têm recursos para apoio jurídico, e grande parte dos/as advogados/as desistem dos processos. A inação e ocultamento de informação, por parte do ministério da justiça, do ministério público, da polícia judiciária, da DGRSP, das direções das prisões, dos Tribunais, dos institutos de medicina legal, do INEM (quando são chamados), dos hospitais, bem como outras instituições públicas contribuem para o silenciamento e apagamento destas mortes.
A todas as famílias e pessoas amigas das vítimas da violência de estado nas prisões queremos mostrar todo o nosso apoio e solidariedade, em especial à família e amigos/as deste jovem pelo momento difícil que estão a viver. Não estão sozinhos/as! Somos muites na luta por verdade e justiça!
NÃO ESQUECEMOS! NÃO NOS CALAMOS!
ONDE ESTÁ O JOVEM DE 17 ANOS?
EXIGIMOS A VERDADE! EXIGIMOS JUSTIÇA!
NÃO PERDOAMOS!
NEM MAIS UMA MORTE NAS PRISÕES!
About Vozes de Dentro
Somos um grupo de pessoas presas, presos e pessoas que do outro lado dos muros acompanham e participam, de diferentes formas, nas lutas das pessoas reclusas e das suas famílias. As pessoas privadas de liberdade e especialmente as pobres, racializadas, mulheres, transgéneros e crianças enfrentam condições desumanas, violência física e psicológica nas prisões. As histórias destas pessoas são altamente invisibilizadas, e, por isso, expostas a constantes violações dos seus direitos fundamentais (1). Em particular, Portugal é dos países europeus onde mais morrem reclusa/os (2) e as prisões portuguesas têm sido por diversas vezes alvo de críticas do Conselho da Europa, nomeadamente do Comité Contra a Tortura. Conjuntamente, encontra-se entre os países da Europa onde se condena mais a penas de prisão, por períodos mais longos e onde a sobrelotação é uma realidade. Os índices de encarceramento são altos especialmente entre as mulheres, também condenadas a penas maiores, e não existem dados oficiais sobre o número de pessoas transgénero, bem como sobre a pertença étnico-racial (1, 3). Testemunhos de reclusas e reclusos e seus familiares indicam o frequente recurso a fármacos sedativos, anti psicóticos e anti convulsivos sem uma conexão clara com a necessidade clínica dos próprios fármacos, mas mais claramente em coerência com a atitude repressiva do sistema prisional (4). A maioria dos estabelecimentos prisionais caracterizam-se por graves problemas nas infraestruturas, péssima alimentação, falta de acesso a bens e produtos essenciais. Os cuidados de saúde são também precários e deficitários, com a maioria de profissionais de saúde subcontratada. A atividade laboral remunerada é parca e traduz-se, maioritariamente, na exploração e as ofertas formativas são poucas. Isto, aliado à baixa aplicação de medidas de flexibilização de penas, ao inexistente apoio para a reinserção social, ao isolamento social a que ficam sujeitas as pessoas presas com severas limitações de contato com as suas famílias e comunidades e os percursos prévios de institucionalização que muitas viveram previamente à prisão, configura os ciclos de pobreza-exclusão-institucionalização-violência (5). Na prisão as discriminações, violências e a exploração persistem e são exacerbadas remetendo-as para invisibilidade, abandono social e marginalização. O objetivo deste grupo é de visibilizar a realidade obscurecida das prisões e pensar coletivamente possíveis ações de apoio para quem está dentro.