• Djam e as novas mitologias

    Maio 15, 2021

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    Djam visita a Matéria Prima para falar de novos começos. Como podemos pensar o mundo na sua multiplicidade, nas suas pluralidades? Como podemos imaginar novos começos, novas formas, novas mitologias? Como podemos pensar o mundo pós colonial? Qual o trabalho dxs artistas na criação de novas prespectivas? E como aprender a amar de novo?

    Djam Neguin é dançarino, performer e músico, um artista multifacetado de Cabo Verde. O seu trabalho procura inspirar as pessoas para um futuro melhor. Recentemente lançou o maravilhoso projecto “SÊ KEL K BO Ê”, com Batchart, para sensibilizar para a saúde mental e o suicídio: “a cada 40 segundos, uma pessoa se suicida no mundo”. Organizou Kontornu: Festival Internacional De Danca Contemporânea de Cabo-Verde. Foi bolseiro da Gulbenkian em 2019 com o seu trabalho “Mornatomia”. Criou o video Menos Álcool, Mais Vida para sensibilizar para o excessos de consumo de álcool.

     


  • Manuella Bezerra de Melo apresenta “V̶O̶L̶T̶A̶ PRA TUA TERRA”

    Abril 22, 2021

    dragonfly

    Manuella visita o programa para apresentar “V̶O̶L̶T̶A̶ PRA TUA TERRA: Uma antologia antirracista/antifascista de poetas estrangeirxs em Portugal” da qual é organizadora e curadora.

    Falámos de anti-racismo, ocupação espaços, vozes e silenciamentos, territórialidades, doçura, violências e linguagem/ compreensão, para compreender melhor o âmbito da Antologia, que reúne 49 poetas estrangeirxs em Portugal.

    Segundo o prefácio de Manuella Bezerra Melo, há mais de 600 mil estrangeirxs em Portugal. E 62% dos Portugueses manifestam racismo. Com estes números entrevemos a dimensão da questão. Séculos de história de violência imperialista e colonial, continuam a marcar tanto “cá” como “lá”. A Antologia V̶O̶L̶T̶A̶ é um passo em frente para o futuro que teremos de construir em conjunto, na abertura de portas e janelas, na ocupação de espaços e reivindicação de direitos, na vontade de construir e fazer avançar a democracia em conjunto.

    “Dos mais extremos até o mais subtil preconceito, o estrangeiro em Portugal, está preso nesse labirinto na companhia de insultos e desdém, de pré-julgamentos quanto à sua idoneidade que nascem exclusivamente por serem quem são, dos estereótipos que ajudam a manter a hierarquia da superioridade colonial; homens brasileiros são violentos ou malandros, mulheres brasileiras são prostitutas ou vulgares, pretos são pretos, oras, deviam existir para servir e não mais que isso, para os ciganos, sapos na porta para espantá-los, latinos são um braço europeu, uma extensão do corpo, ou seja lá de onde você venha, você não deveria ter vindo, não deveria estar aqui, mas já que está, agora vai aprender a falar português corretamente, porque afinal o que falas é outra coisa, uma coisa errada. E podes até mesmo ter doutoramento em letras e literatura, segues a ser um colonizado analfabeto e ignorante para qualquer português, mesmo que ele nem tenha completado o quarto ano primário. “

     

    “Bruno, cuja ancestralidade da Guiné estava cravada, era , curiosamente, português, nascido e criado em Chelas, morto em Moscavide enquanto o mandavam VOLTAR. Perguntamos, portanto, angustiadamente, a que terra devemos voltar? Em que terra deveríamos estar que não aquela onde estamos agora? A quem pertencem estas terras todas? Os que nos mandam voltar à nossa terra serão os mesmos que um dia a ocuparam violentamente?“

    – Manuella Bezerra Melo, prefácio
    «V̶O̶L̶T̶A̶ PRA TUA TERRA: Uma antologia antirracista/antifascista de poetas estrangeirxs em Portugal», org.: manuella bezerra de melo e wladimir vaz, Urutau, 2021

    A Antologia será lançada dia 8 de Maio 2021, no Porto.

    Manuella Bezerra de Melo é curadora e organizadora da antologia VOLTA para tua terra junto ao editor Wladimir Vaz. Autora de Pés Pequenos pra Tanto Corpo (Urutau, 2019), Pra que roam os cães nessa hecatombe (Macabéa, 2020), ambos de poesia, e de A Fenda, seu primeiro livro de ensaio, no prelo pela editora Zouk. É jornalista especialista em literatura brasileira e interculturalidade, mestre em Teoria da Literatura e Literaturas Lusófonas e, atualmente, doutoranda no Programa de Modernidades Comparadas: Literaturas, Artes e Culturas na Universidade do Minho, em Portugal, onde vive desde 2017.


  • Baldios de Serpins: História e dia de eleições

    Abril 1, 2021

    dragonfly

    Em Abril de 2021 existiu uma oportunidade única nos baldios de Serpins, com duas listas a concorrer em eleições para que se mudasse o paradigma da gestão que era praticada até ali. Fomos até lá, gravamos varios depoimentos- fica uma parte desse dia.


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